Não acho que seja justo dispensarem um ator apenas por ler em sua ficha que ele tem tatuagens, mas sei que isso acontece. Apesar das técnicas de maquiagem que já existem para camuflar os desenhos (mesmos os maiores), as técnicas mais fáceis e funcionais, como o airbrush, se restringem aos atores 'globais', até por conta do alto custo. Outro dia fiquei assustada qdo fui comprar um corretivo 'camuflador', que só funciona com uma boa camada de base stick e mais um pouco de pó fixador por cima, e descobri que um potico, de 5 gramas do danado do corretivo, custa R$31 (afora a base e o pó). Ok... isso foi só um desabafo, um pensamento alto... Quando eu boto para fora minhas dúvidas, as vezes fica mais fácil de achar respostas. Então fica lançado o desafio (lançado por mim e para mim): ser uma boa atriz, tatuada, não sofrer preconceitos por isso, não perder trabalhos...
Obs.: estou me coçando pra fazer mais uma tatuagem. É uma bem pequenininha, mas o desenho e dizeres significam muito pra mim nesse momento. Queria fazer no pulso, mas já quase desisti dessa idéia porque é um lugar muito exposto. Essa semana vou levar para o Gu (ótimo tatuador do Led's, que tem feito minhas últimas tatuagens) me ajudar a escolher um lugar bem bacana.
...e já que estamos falando de tattoos, etc e tals, fica a dica do livro 'Tattoo your Soul – A dor do prazer de ser você mesmo', e do site Tattoo your Soul, ambos editados por Marcelo Galega.
Marcelo Galega diz que decidiu criar o site/blog para desmistificar um assunto muito falado, principalmente na internet: o preconceito contra pessoas tatuadas. "Comecei a me tatuar muito jovem, coisa que não indico, pois deve-se ter uma opinião formada para se fazer uma tatuagem. Minhas tatuagens nunca me atrapalharam em nada, principalmente no mercado de trabalho. Muito pelo contrario, acho que ajudaram."
Wow!!! O site Tattoo your Soul está sorteando exemplares do livro "Tattoo your soul (Tatuagem – Sua Alma) – A dor e o prazer de ser você mesmo". Para participar, é só seguir me seguir no Twitter (@senhorita_k) e dar RT na frase: Quero o livro #TattooYourSoul que a @senhorita_k está sorteando! http://migre.me/1tLSO (não esqueça de postar esse link!) O sorteio será dia 7 de outubro pelo site http://sorteie.me/.
Tatto your Soul Um olhar autêntico e despretensioso sobre um assunto polêmico para alguns e natural para outros. É dessa forma que Marcelo Galega, expressa sua opinião sobre a tatuagem e mostra muitas verdades que podem ser aplicadas de uma forma geral, para tatuados, destatuados ou afins. Tattoo Your Soul é uma iniciativa corajosa como fazer a primeira tatuagem. Desmistifica o desenho sobre a pele e mostra as coisas como elas são. Um pouco mais simples do que a maioria pensa que é, e um pouco mais profunda do que a sensibilidade de algumas pessoas alcança. Mas, principalmente, mostra que o importante são os valores de cada pessoa, que devem aparecer muito mais do que qualquer tatuagem. Bruno Ugo – Publicitário e tatuado
Informações sobre o livro: Tattoo your soul (Tatuagem – Sua Alma) – A dor e o prazer de ser você mesmo Páginas: 112 Editora: Independente Autor: Marcelo Galega Parceria: MaxHaus Distribuição e vendas: www.tattoyoursoul.com.br Valor: R$ 25,00
Outra dica: outros blogs bacanas estão realizando o mesmo sorteio, então bora participar de todos!
Ontem fui assistir a peça "O Estrangeiro", baseada no livro de Albert Camus. Não li o livro. Comprei a versão pocket, por R$12 (a edição mais bacanuda sai por R$32 na Livraria Cultura), mas tive a impressão que a dramaturgia foi muito bem elaborada a partir do texto do livro, uma vez que ambas as formas expões um relato pessoal, talvez um 'testemunho' da personagem principal (depois que eu ler o livro poderei constatar melhor, ou não, esta minha impressão).
A peça já está em cartaz a bastante tempo (tenho a impressão de que qdo fomos para o Festival de Curitiba em 2009 ela estava na mostra principal), fato que não tira ou diminui a responsabilidade de um ator em representar um monólogo. Guilherme Leme cumpre a função, mas não se arrisca, procura andar por caminhos já conhecidos. Este talvez tenha sido o ponto menos positivo da peça: a falta do risco, do andar na corda bamba. A atuação e a direção caem em uma comodidade. Não incomoda, mas realmente senti falta da tirada do pé de um freio imaginário.
Destaque para a iluminação, impecavelmente solidificada, ajuda as sensações expressadas pelo texto 'baterem' na platéia.
Ao ouvir as palavras de ordem dos assaltantes que invadiram o Espaço Parlapatões na madrugada de sábado, mandando todos se deitarem no chão, Mario Bortolotto teria respondido: “Ninguém vai assaltar ninguém aqui”. Imagino a cena e me assombro com a coerência deste grande artista. O dramaturgo, diretor, ator, músico, escritor e poeta é de uma coerência rara. Jamais fez concessões em sua arte, tampouco na vida. A reação de Mario a um absurdo assalto em um teatro (alguém já ouviu falar de tiroteio em teatro?) diz muito sobre ele, que pagou um preço alto demais por ser fiel a si mesmo: foi alvejado por quatro tiros, alguns deles em órgãos vitais.
Ninguém que o conhece duvida de sua recuperação. Ouve-se na praça amigos dizendo: “ele é um touro, um búfalo, vai sair dessa logo”. Vai sim, mas a tristeza e a dor que se abate sobre artistas e frequentadores da praça precisa de consolo.
Há dez anos teve início o processo de revitalização da Praça Roosevelt. Não, a praça não virou um local habitável e cheio de gente por decreto. Começou com Os Satyros que decidiram abrir um teatro no local. Mas ninguém ia até a praça, espaço na época dominado pela criminalidade. Era um lugar sinistro, que metia medo até nos artistas que iniciaram o processo. Mas eles logo entenderam que a praça poderia se transformar com uma injeção de vida. Colocaram uma mesinha com cadeiras na calçada, um convite para um bate-papo. Por muito tempo essa mesinha ficou vazia. Mas era um gesto simbólico, eles sabiam que não podiam recuar. E acertaram. O tempo provou que a praça pode ser ocupada pela paz, por muita alegria e uma ebulição artística sem igual. Demorou, mas a praça tornou-se um local digno deste nome, onde gente de todo tipo se reúne para ir ao teatro, trocar idéias, criar. A Praça Roosevelt é o que temos de similar a Ágora grega, um espaço livre e público.
Mas a tragédia que se abateu sobre a nossa praça na madrugada deste fatídico dia 5 de dezembro de 2009 é também sintoma de um retrocesso na revitalização que começou com uma mesinha na calçada. Há três semanas não existe mais nenhuma mesinha na calçada. É proibido. E a vida parece estar se esvaindo. Muita gente continua a ir aos teatros, mas terminada a peça eles se vão. Acabou o alegre burburinho antes e depois dos espetáculos, acabou a alegria de quem pode ver em uma noite duas peças diferentes e aproveitar os intervalos para filosofar.
Triste constatar, mas este é o caminho para transformar os teatros da praça em algo parecido com o que foi o vizinho Cultura Artística ou como é a elegante Sala Julio Prestes. São lugares de passagem, uma espécie de oásis das elites no meio de um entorno totalmente degradado. Quem vai à Sala Julio Prestes chega em seu carro blindado e com vidros negros, desce na porta escoltado por seguranças, evita olhar para os lados e ver os ‘nóias’ e entra para ouvir as mais lindas e bem executadas sinfonias. Acabado o espetáculo, a saída é ainda mais rápida que a chegada. O jantar, o cálice de vinho, a cerveja são consumidos bem longe dali, no Itaim, nos Jardins, na Vila Olímpia (ou qualquer outro bairro onde é impossível lembrar que existem moradores de ruas, drogados e mendigos em São Paulo).
Ninguém que conhece a Praça Roosevelt acredita que a arte que se cria ali pode sobreviver sem o oxigênio de um entorno vivo, que se alimenta e é alimentado pelo teatro. Portanto, convoco a todos a estarem na praça. Nossa presença é a única coisa que impede a sua degradação. Certo, é proibido mesinha na calçada. Juntos talvez seja mais fácil derrubar o decreto que as proíbe, este sim capaz de destruir nossa ágora. Se a revitalização da praça não aconteceu por decreto, sua degradação pode ser consequência de um decreto exdrúxulo que proíbe singelas mesinhas na calçada. E enquanto não pudermos ter mesinhas na calçada, estaremos lá, nos teatros, em pé, sentados no chão, andando de um lado para o outro...
Quando o Lifehacker, site referência mundial em boa parte dos temas aqui do Efetividade, publicou no ano passado uma lista dos melhores aplicativos para uma série de tarefas, uma mesma solução ganhou em 3 categorias: solução para GTD, para anotações e para gerenciamento de pendências (”to-do list“, que não é a mesma coisa que agenda de compromissos).
E este resultado em nada me surpreendeu, pois trata-se da mesma solução que eu também uso para as mesmas demandas: o papel e a caneta.
Já escrevi sobre isso muitas vezes, com subtemas que variam bastante. Falando sobre papel e caneta, já tratamos de:
Sou adepto entusiasmado do papel como base do sistema de produtividade pessoal (complementada, onde cabe, por ferramentas mais tecnológicas). Até já saiu um artigo de minha autoria (”Pilhas não incluídas: A simplicidade como alternativa para a produtividade pessoal“), sobre este mesmo tema, na edição brasileira da PC Magazine.
E todos aqueles artigos acima têm em comum, de forma destacada ou nos bastidores, um produto em especial: os cadernos Moleskine, que já foram difíceis de achar no Brasil (a ponto de merecer um artigo sobre onde comprar, posteriormente atualizado), mas hoje já são encontráveis em boas papelarias.
O que são os moleskines?
Hoje os moleskines (ou Moleskines, pois neste caso é uma marca) são integrantes da linha de produtos de uma empresa franco-italiana (cuja produção ocorre na China e em outros países) que, a partir da década de 1990, retomou a produção de um modelo de cadernetas e blocos bastante tradicional, cuja última produção independente e artesanal havia sido encerrada na década anterior, após um longo e estrelado histórico: Van Gogh, Picasso, Hemingway e Matisse usaram (e há peças em museu para comprovar) este tipo de bloco.
Eles não necessariamente chamavam de Moleskine os seus bloquinhos, mas o marketing moderno acabou fazendo um retrofit do nome, e hoje bastante gente chama todo este gênero de cadernos pelo nome moderno. O nome “moleskine”, que se refere ao material da capa, decorre da forma que o escritor Bruce Chatwin se referia, em suas obras, ao seu bloquinho – e ele narrou em uma delas, inclusive, a sua experiência de em 1996 ficar sabendo, via fornecedor, que o último dos fabricantes de moleskines “tradicionais” havia fechado as portas. Moleskines com maiúsculas ou minúsculas, estes bloquinhos (em vários tamanhos e configurações – folha branca, pautada ou quadriculada, encadernação lateral ou superior, etc.) compartilham entre si um conjunto de características (típicas, mas não obrigatórias), que a Wikipedia consolidou assim:
•capa rígida revestida em tecido especial •elástico para manter fechado •encadernação que permite abertura completa, sem depressão central •papel em tons creme •cantos arredondados •fita marca-páginas •bolso canguru na capa traseira
E a linha de produtos com a marca Moleskine é extensa: cadernos, blocos, agendas, com pauta, sem pauta, com folhas especiais para aquarelas, edições temáticas, produtos complementares, e muito mais. O papel é de qualidade superior, a tinta não “vaza” nem borra, e estes blocos têm durado mais de um ano inteiro na minha mochila sem se desintegrar.
São produtos excelentes (adoto há anos). Só que tem um detalhe: eles chegam ao Brasil bastante caros. Os que eu usei em anos recentes foram trazidos do exterior por pessoas que sabiam do meu gosto por este tipo de presente (e comprar lá fora é bem mais em conta, comparativamente), mas anteriormente eu importei e até mesmo comprei aqui, mas o tamanho da facada assustava a minha carteira todas as vezes.
Os blocos e cadernetas da Papelaria Cícero
Uma consequência de o conceito do que hoje convencionamos chamar de Moleskine ser algo fabricado artesanalmente há mais de um século é que não se trata de algo patenteável: a empresa Moleskine é dona de uma marca forte, mas seus concorrentes têm liberdade de lançar produtos com as mesmas características, ou com subconjuntos delas.
E é o caso da carioca Papelaria Cícero, que já há algum tempo produz uma linha completa e variada de cadernetas no mesmo estilo dos moleskines tradicionais, com alto grau de qualidade (do quel eu já vinha ouvindo falar, mas agora pude verificar) e a um preço de venda bem mais baixo que o importado: dá de consultar preços até no Submarino.
Faz tempo que eu ouvia falar bem destes blocos – inclusive nos comentários de notícias anteriores sobre os moleskines – mas ainda não tinha tido oportunidade de testar. Tinha feito uma nota mental pra procurá-los no mercado quando acabasse meu atual bloco (que de fato está acabando). Só que eles se anteciparam: exercendo o marketing bem-informado, me consultaram se eu toparia receber um conjunto de amostras dos produtos deles.
Claro que topei, e logo chegou aqui no escritório uma caixinha contendo bloquinhos e cadernetas, sendo que vários deles reunem várias características típicas dos moleskines (papel de alta qualidade, bordas arredondadas, capa rígida revestida, elástico na capa, encadernação caprichada, marca-páginas), enquanto outros têm mais as características de uma agenda ou bloco “de mesa”, com espiral no lugar da encadernação (mantendo as demais características).
Eu disse que a linha da Cícero é ampla, mas quero frisar: é mesmo uma grande variedade. Minha amostra não foi da linha completa, mas tem agendas de compromissos, cadernos pautados, cadernos sem pauta, blocos quadriculados; capa em papelão, couro e tecido; capas rígidas e flexíveis; encadernação em costura e em espiral; tamanhos grande (19×25cm), médio (14×21cm) e bolso (9×13), com encadernação laterial e superior, e várias outras bossas, inclusive um conjunto de cadernetas em papel 100% reciclado.
Colocamos em produção aqui em casa, há 3 semanas, uma caderneta e uma agenda de compromissos. Eu uso a caderneta diariamente, com lápis, esferográfica e uma ocasional caneta tinteiro – sem borrões, sem “vazar” para o outro lado. Aprovadíssima no teste prático, e toda hora alguém me pergunta onde eu arranjei uma caderneta tão legal, o que lhe dá pontos extras. Distribuí alguns exemplares a pessoas próximas, em troca do compromisso de um review verbal, e só obtive elogios – o elástico mantém fechada dentro da bolsa, o marca-páginas ajuda na organização, o papel deixa a caneta deslizar, as cores das capas são bonitas, e a encadernação costurada é um conforto, segundo me disseram os avaliadores.
Pessoalmente, senti falta do bolsinho canguru típico dos Moleskines, mas as cores vivas e a disponibilidade de espiral (ótima para cadernos de mesa) compensaram, para mim.
O marketing da Papelaria Cícero funcionou bem (e não saiu caro: eles só me enviaram a caixa de amostras, nem me pediram nada, nem sabem ainda que este post foi ao ar hoje) , graças à qualidade dos produtos – eles provavelmente não tinham dúvida de que o envio da amostra resultaria em um artigo positivo, e estavam certos. Recomendo, com 5 estrelas no nosso Guia de Produtos Efetivos. Não precisam me dar isso de presente de Natal (já garanti meu suprimento!), mas taí um bom presente pro amigo secreto do seu escritório, ou para quem tenha desenvolvido o hábito de tomar notas.
Fica aí, portanto, a dica: blocos da Papelaria Cícero, à venda em lojas do ramo e no Submarino. Se for o caso, ligue pra lá: (21) 2201 2155.
Brindes para os leitores: distribuindo o superávit!
Não tenho nenhum conflito pessoal com a idéia de usar os produtos (consumíveis, especialmente) que me mandam como amostra para o blog, até porque não escrevo com compromisso de elogiar, e nem mesmo aceito o compromisso de escrever algo – recebo as amostras e vejo o que fazer. Mas dessa vez a amostra necessária para eu formar minha idéia sobre a amplitude e qualidade da linha de produtos era grande demais, e nem em 5 anos eu vou usar tantos blocos. Portanto chegou a hora de dividir com vocês o material, na forma de brindes ;-)
O sorteio vai ser em 30 de novembro (veja detalhes abaixo), e os brindes serão:
1) Kit com caderneta Papelaria Cícero grande (19×25), 80 páginas, papel alcalino especial, encadernação costura + caderneta Papelaria Cícero bolso (9×13cm), 64 páginas, papel alcalino especial – ambos sem pauta e com capa flexível. Se o sorteado for mulher, pode receber uma das duas em cor rosa (se desejar).
2) Caderneta Papelaria Cícero pautada, formato caderno escolar (14×21cm), capa rígida em vermelho vivo com elástico, 160 páginas em papel alcalino especial.
3) Caderneta Papelaria Cícero grande (19×25), 80 páginas, papel alcalino especial, encadernação costura, sem pauta e com capa flexível.
4) Bloco Papelaria Cícero de bolso, 96 folhas, papel alcalino, encadernação espiral superior, sem pauta.
5) Caderneta Papelaria Cícero de bolso, com papel especial para desenho, 112 páginas, papel alcalino especial, capa rígida preta com elástico.
6) Duas cadernetas Papelaria Cícero de bolso, 64 páginas, papel 100% reciclado, capa flexível, sem pauta.
Como vai ser o sorteio
Os brindes serão sorteados assim:
1.2 dos brindes irão para os seguidores do @efetividadeblog no Twitter 2.2 dos brindes irão para blogueiros que postarem em seus blogs (não vale fórum, twitter, orkut… – precisa ser post em seu blog mesmo) sobre esta promoção ou sobre os produtos acima, necessariamente linkando o Efetividade.net e a Papelaria Cícero, e avisando (via comentário ou trackback) aqui nesta notícia, dando a URL do seu post. 3.um dos brindes será sorteado exclusivamente entre os 100 primeiros seguidores do @efetividadeblog, conforme prometi há 2 semanas. 4.um dos brindes será sorteado entre todos os interessados que enviarem, pelo formulário de contato, a frase: “quero concorrer a um brinde” – não esqueça de preencher seu nome e e-mail.
Na improvável hipótese de passarmos dos 1000 seguidores do @efetividadeblog até a data do sorteio, eu incluirei um brinde adicional (talvez algo da Victorinox?), para sortear exclusivamente entre os seguidores no Twitter. E até lá eu penso também em um brinde especial para sortear adicionalmente entre quem já ajudou ou ainda ajudar a divulgar o @efetividadeblog no Twitter.
No dia 27/11 eu sortearei (e divulgarei) qual dos brindes irá para qual categoria, e no dia 30/11 sortearei os felizardos ganhadores, que serão avisados exclusivamente aqui pelo próprio site, e terão 1 semana para entrar em contato (conforme instruções que publicarei) informando seu endereço postal no Brasil para que eu possa remeter os brindes. Cada pessoa poderá participar em múltiplas categorias, mas apenas uma vez por categoria. Todos os sorteios serão realizados via random.org. Tentativas de burlar ou fraudar a concorrência equilibrada serão coibidas, e casos omissos ou excepcionais serão decididos soberanamente pelo Efetividade.net.
When the earth was still flat, And the clouds made of fire, And mountains stretched up to the sky, Sometimes higher, Folks roamed the earth Like big rolling kegs. They had two sets of arms. They had two sets of legs. They had two faces peering Out of one giant head So they could watch all around them As they talked; while they read. And they never knew nothing of love. It was before the origin of love.
The origin of love
And there were three sexes then, One that looked like two men Glued up back to back, Called the children of the sun. And similar in shape and girth Were the children of the earth. They looked like two girls Rolled up in one. And the children of the moon Were like a fork shoved on a spoon. They were part sun, part earth Part daughter, part son.
The origin of love
Now the gods grew quite scared Of our strength and defiance And Thor said, "I'm gonna kill them all With my hammer, Like I killed the giants." And Zeus said, "No, You better let me Use my lightening, like scissors, Like I cut the legs off the whales And dinosaurs into lizards." Then he grabbed up some bolts And he let out a laugh, Said, "I'll split them right down the middle. Gonna cut them right up in half." And then storm clouds gathered above Into great balls of fire
And then fire shot down From the sky in bolts Like shining blades Of a knife. And it ripped Right through the flesh Of the children of the sun And the moon And the earth. And some Indian god Sewed the wound up into a hole, Pulled it round to our belly To remind us of the price we pay. And Osiris and the gods of the Nile Gathered up a big storm To blow a hurricane, To scatter us away, In a flood of wind and rain, And a sea of tidal waves, To wash us all away, And if we don't behave They'll cut us down again And we'll be hopping round on one foot And looking through one eye.
Last time I saw you We had just split in two. You were looking at me. I was looking at you. You had a way so familiar, But I could not recognize, Cause you had blood on your face; I had blood in my eyes. But I could swear by your expression That the pain down in your soul Was the same as the one down in mine. That's the pain, Cuts a straight line Down through the heart; We called it love. So we wrapped our arms around each other, Trying to shove ourselves back together. We were making love, Making love. It was a cold dark evening, Such a long time ago, When by the mighty hand of Jove, It was the sad story How we became Lonely two-legged creatures, It's the story of The origin of love. That's the origin of love.
-------------------------------------------------------------------------------- "Anticristo", de Lars Von Trier, é um filme sobre o mal. Com o mal não se brinca, respeita-se --------------------------------------------------------------------------------
"ANTICRISTO", DE Lars Von Trier, é um grande filme. A acusação de sexista é típica da superficialidade que assola a atual crítica, antes de tudo por falta de repertório, no caso específico, repertório teológico. Von Trier não teme a patrulha ideológica. É preciso coragem para enfrentar o aniquilamento da inteligência levado a cabo por esses gestores da "mediocridade correta". A ridícula irritação por parte de setores da mídia, cobrando do diretor uma justificativa, é um sintoma. Parte da teologia contemporânea é responsável por essa falta de repertório, na medida em que passou a ensinar uma salada de profetismo iluminista e marxismo espiritual, em detrimento da riqueza teológica de autores como Agostinho ou Lutero. Além dos elementos que marcam o ambiente do mito da queda, a dedicatória feita ao cineasta-teólogo russo Tarkovski já é uma forte indicação da motivação teológica. Já em filmes como "Dogville" essa temática aparecia centrada na personagem principal, Grace, uma referência ao conceito cristão de "graça divina". O "filósofo" Thomas Edison Jr. (ele mesmo um canalha) pergunta aos seus concidadãos: "Por que somos tão ingratos?". Todo o comportamento dos habitantes da vila remeterá a essa ingratidão para com a boa Grace, ingratidão esta materializada nas torturas a que ela será submetida ao longo de sua via dolorosa. O "Anticristo" é um filme sobre o mal. Com o mal não se brinca, respeita-se. Não se faz terapia com o mal, esse alerta aparece inúmeras vezes na boca da personagem feminina, que pressente sua tragédia. É ridícula a arrogância do marido diante do processo que está em curso na alma de sua mulher. O filme se abre com a queda do filho para a morte enquanto o casal goza deliciosamente. Ao final, saberemos que ela, de olhos abertos em meio ao orgasmo, vê o filho saltar para a morte, mas opta pelo orgasmo. Mas o que está de fato acontecendo com ela? Seria um "luto normal", como seu marido terapeuta supõe? Não, a morte do filho é a consequência e não causa de sua agonia. Seu orgulho "científico" o impede, até a sequência final do filme, de perceber que ela não sofre "simplesmente" devido à morte do filho, mas sim pela descoberta do mal que a acometeu desde sua passagem no último verão, sozinha com seu filho, pela casa deles no bosque do Éden, e que sua "escolha pelo sexo" em detrimento do filho a despertou para o pesadelo. Foi esse mal que a levou deixar seu filho morrer. O desejo, habitado pelo mal, se torna uma máquina de tortura contínua, levando o mundo à "descriação" e à desordem. Não é por acaso que um dos "capítulos" do filme se chama (fato descrito por um dos animais deformados no Jardim do Éden de Von Trier): "Aqui reina o caos". Como aparece no roteiro sua transformação numa personalidade habitada pelo mal? Além da opção pelo orgasmo em detrimento do filho e as terríveis torturas que ela causa no corpo do seu marido e no seu próprio, a descoberta que ele faz ao ler a carta do instituto médico legal após a autópsia do filho é a gota d'água. Os médicos identificam uma deformação nos pés da criança. E por quê? Durante o último verão, ela deveria escrever sua tese, cujo tema era criticar a suposição medieval de que a maldade seria intrínseca à natureza feminina. Em vez disso, ela descobre que sua natureza era intrinsecamente má: "A natureza é o templo de Satanás", ela diz. Ela descobre o "prazer" de calçar os sapatos no filho invertendo os pés, e assim causar um enorme sofrimento à criança. Só diante das torturas a que é submetido por ela e dessa descoberta o marido muda de posição e percebe que deve levar a sério a fala de sua mulher: "Sou má". Não vou contar o final do filme. Mas é importante saber que estamos diante de alguém que conhece a antropologia cristã, fruto de muita reflexão e não de mero blablablá ideológico. Pensamos que apenas o darwinismo descreve um cosmo feito de horror. Mas isso não é verdade. Há muito tempo que se sabe que o mundo pode ser um roteiro de horror. O que Von Trier capta é a atmosfera que nosso casal mítico Adão e Eva experimentou após a queda. Não um jardim do Éden onde a natureza é essa criação romântica sem dor, mas uma escura câmara de terror, cheia de gemidos e solidão. A personagem feminina carrega em si toda a tragédia que é ter sido aquela que pressentiu o hálito do mal no mundo e em si mesma. Façamos silêncio em respeito a ela.
We could be together Everyday together We could sit forever As loving waves spill over
The moon is fully risen And shines over the sea As you glide in my vision The time is standing still
Don’t shy away too long This is a boundless dream Come close to me my reason I’ll take you in my wings
We could be together Everyday Forever We belong together Further seas and over
In the garden of the sea I see you looking over With my wistful melody You leap into the water It is no breaths sighing This is the mermaid song The singing of my sisters The sea has drown for long
"Sempre, com o luar, tudo aqui na terra passa a ser quimera, como se a vida fosse embora e dela restasse apenas uma sombra melancólica na lembrança. Todos nós falamos, depois, quase sempre percebemos que foi em vão e retornamos, desiludidos, a nós mesmos. Como um cachorro noturno que volta para o seu canto, depois de ter latido para uma sombra."
Partindo de um estudo profundo da obra do marquês de Sade, e de um resgate crítico das montagens de "A Filosofia na Alcova" e "Os 120 Dias de Sodoma", Os Satyros se propuseram a realizar a montagem de "Justine", concluindo, assim, a Trilogia Libertina. Para a realização de "Justine", a companhia trabalhou por mais de nove meses com uma equipe de mais de trinta pessoas, dentro dos procedimentos críticos do chamado Teatro Veloz, método de trabalho desenvolvido pela companhia, em todas as etapas do processo criativo, resultando na montagem atual.
Justine, personagem constante nos textos de Marquês de Sade, é a personificação do puritanismo, dos bons modos e da caridade, sendo caracterizada pela ingenuidade perante a sociedade cruel e depravada, retratada por Sade em suas obras. Justine é a contraposição de Juliette, irmã e antagonista da história, que se envolve em depravações, crimes e perversões.
Nas palavras de Contador Borges, poeta, ensaísta e tradutor de "A Filosofia na Alcova" no Brasil, “Os Satyros mais uma vez têm a ousadia de encarar Sade de frente. Primeiro veio a concepção cênica de "A Filosofia na Alcova" e suas sucessivas belas montagens, desde os anos noventa até hoje. Em seguida o evento não menos audacioso de verter para o palco as aberrações fantásticas de "Os 120 dias de Sodoma". Agora é a vez de "Justine". Enfim, suspiramos, a vítima têm a chance de mostrar a que veio, que o seu não de recusa é no fundo um dispositivo para a afirmação do libertino, adepto cego dos prazeres triunfais do individuo”.
...na brincadeira de mãos entre as irmãs Justine e Juliette (Andressa Cabral e Erika Forlim). É muito pertinente a apropriação de um jogo infantil para dar leveza à narrativa da gênese das personagens. ...no criado (Robson Catalunha), que "testa" a virgindade de Juliette quando ela pede abrigo num bordel. Concebido e interpretado de forma não realista, entre o grotesco e o cômico, é figura de aparição relâmpago, mas inesquecível. ...na "fila" que se forma no cabaré, com a entrada em atividade da "virgem" Juliette. No bordel, seu olhar será atraído pelas cenas que ocorrem numa cabine vermelha, mas não deixe de observar essa "fila". É um dos bons momentos, entre outros, como nas cenas de julgamento, em que o "coro" torna-se extremamente expressivo graças à criatividade com que se estrutura sua atuação. ...no nome do patrão sovina de Justine, clara citação de Sade ao protagonista Harpagon da peça O Avarento, de Molière. Referência que não passou despercebida ao diretor e aos atores. Em todas as cenas do casal de sovinas, a linguagem, dos figurinos às interpretações, remete à estética à Commedia Dell"Arte, fonte de inspiração de Molière. ...no recurso simples, uma touca de pano, cuja utilização resulta num interessante efeito para expressar a forma como Justine é obrigada a de desdobrar para dar conta do trabalho excessivo na casa do patrão sovina. ...no uso de um recurso do 'cinema mudo', resultando em um tom de comicidade e humor ingênuo, para alcançar um resultado cortantemente irônico.
FEDRO ah! vamos phalar, invocando Éros em todos nossos quÉros. Pra que hinos, cantos, falas a tantos deuses malas?! Dollars, Euros, ONUs, ONGs, Dohas, Pradas e a Eros, Nadas? Amor nosso Rei nunca as letras da Lei as constituições as Repúblicas Hipócritas, Pudícas deixam-se penetrar por Eróticas dicas sacrificam-se escravas, à Ares, na Guerra nunca à Guerra do Amor: futebol, com a bola Terra. Amor, Guerra da Paz Progresso Eterno Retorno, na evolução do processo. Eros, deus todo Phoderoso, ordena: Folía! no Globo, teu tambor, com ou sem harmonia já domina em sintonía, da meia noite, ao meio dia!
Vou começar por ontem, domingo, dia 28, porque está mais fresquinho... Sem muitas programações (e quase sem ao mesmo ir, pq bateu uma preguicinha de final de tarde de inverno) chegamos, eu e o Fábio, ao Teatro Oficina, por volta das 18:30... A peça começaria as 19 horas, mas como já conheço o esquema, sempre tem um atrasinho. Estávamos empolgados (apesar do frio, vencemos a preguiça), pois no dia anterior assistimos "Justine", d'Os Satyros, e queríamos experimentar a sensação de um dia assistir a uma peça d'Os Satyros e em menos de 24 horas, assistir a uma peça do Oficina. Ingressos na mão e iríamos conseguir o feito: nos embebedar de teatro, ou θέατρο.
A Montagem de “O Banquete” de Sócrates & Platão vem da necessidade de apreendermos com os antigos a superar a abstração do diálogo público em nossos encontros, assembléías políticas, artísticas, em plena agonia histórica, camuflada numa linguagem fundamentalista burocrática tipo “a nível de”, “questão de ordem”, “Vossa Excelência”, etc…, sempre carregadas de ressentimento, reclamação, chororô, competições, egolatrias.
Na noite da festa dos 50 anos do Oficina o vinho foi servido fartamente mas depois de algum tempo muitos virados vinho-avinagrado encapacitaram-se para ouvir, música, versos das peças, fechando-se nun narcisismo boçal bêbado. Senti que tínhamos de aprender como os gregos conseguiam em seus banquetes, entregarem-se aos prazeres do encontro, com amor erótico pela conversa, beleza soando verdade poética, bebendo o vinho sagrado de Dionisios, com sensualidade, delicadeza, reconstruindo a vida vivida a cada instante, em milenares sabedorias atravessando milênios. Óbvio que no próprio texto de “O Banquete” de Platão & Sócrates há a recaída exemplar na baixaria alcoólica do belo Bofe Alcebíades. Cena atualíssima da relação do amante-amado, quando carregado de ódio e amor.
Recriei o “Banquete” em verso, que leva cada discurso como Cantadas, no sentido que damos popularmente à esta bela palavra. O criolo-português, o brazyleiro, é uma língua muito rica, em que cantar quer dizer também paquerar, e poder é phoder. Nesta língua amorosa phalada com ph reescrevi, sem modéstia, muito inspirado, este texto. Sempre pesquiso a relação amante–amado como base do saber e da prática teatral. Considero “Fedro”, outro diálogo de Sócrates & Platão um dos livros mais importantes para a sabedoria dada a quem quer atuar. O Ator é o amante do público e do outro ator com quem contracena que são seus amados. Projeta sobre eles suas fantasias, e os vê como deuses. Se o público e o ator com quem contracenam se vêem pelos olhos do amado, tornam-se amantes também e a viagem da Orgya Teatral Mágica realiza-se.
Lacan, no seu Simpósio nº 8, todo dedicado ao “Banquete”, estranha como este texto pode ter atravessado gerações e gerações de inquisidores, monges fundamentalistas cristãos, e ter chegado até nós. Como separavam corpo de alma, davam a célebre interpretação do “amor platônico”, um amor onde não entra o corpo considerando a cena em que Sócrates, personagem que vou ter o prazer de fazer, recusa-se a transar com o belo e rico Alcebíades, como um exemplo de que Sócrates somente queria o amor espiritual e não carnal de Alcebíades. Eu sempre desconfiei desta interpretação que vinha nas notas das traduções da editora de ouro. Estudando agora em mim os meus 72 anos de vida amorosa, e desde “Bacantes” a mitologia, filosofia, teatro, poética grega, fica claro que os gregos acreditavam como eu acredito que o Amor chamado platônico vem de uma ligação entre o amor mortal e o imortal, entre a divindade, o mistério da natureza, e o nosso amor carnal. O Amor carnal em si não é nada se não baixa a alma elétrica virada corpo tântrico. Parece às vezes mesmo que o Amor neste sentido é só possível entre poetas, na foda dos estetas. Mas todos que se apaixonam conhecem este amor eletricidade, sugado pelo cristianismo até transformar-se numa caricatura do amor rheal, numa “cara”, numa representação do amor.
O “Banquete” acima de tudo virou um Banquete onde é servido com vinho o amor, o diálogo amoroso, nesta época de inflação de monólogos de falso amor, de auto-ajuda, para se manterem as coisas como estão, isto é, caminhando para devastação ecológica da espécie naturalmente amorosa, humana. Platão tem um lado terrível, em sua República expulsa os poetas, mas contraditoriamente apaixonou-se por outro dialético chato – Sócrates, que quando ouvia o Canto das Cigarras recebia seu Daimon e era tomado por Eros – apaixonava-se e phalava de amor como ninguém. Nas “Bacantes” já Semelle, a mortal, apaixonada por Zeus, o seduz para amá-la como uma deusa, na sua forma de Zeus, desejando misturar o amor mortal ao imortal e paga com a vida, dando à luz Dionísios. Foi a primeira mártir deste perigoso amor, que com o tempo foi transmutando-se na prática tântrica, e na redescoberta hoje nesta nossa mudança de Era. É um sentimento que está na melhor música popular, poesia de nosso tempo, e que estende-se assim à toda sociedade na Guerra do Amor para impedir que a Guerra da Devastação Atômica, os Crimes contra o Meio Ambiente, a Sofística da especulação financeira, o instinto de morte, liquide o planeta e todas suas espécies.
Começamos a peça com Marcelo Drummond nos trajes de “Bacantes” na frente do espaço vizinho ao nosso onde queremos erguer um Estádio de Teatro para realizar Dionisíacas. Marcelo faz AHGATÃO, saindo vitorioso de uma Dionisíaca no Estádio vizinho ao Teatro Oficina sua casa, onde oferece um Banquete a Aristófanes (Sylvia Prado), o maior comediante de teatro de Estádio de todos os tempos, a Erixímaco (Rodrigo Andreolli), um Curandeiro do Amor celebridade da Grécia, antiga, e Pausânias (Mariano Mattos), um célebre Corega – patrocinador de Coros do Teatro Grego, a Diótima, alter ego de Sócrates feiticeira, Xamã, (Camila Mota corifeando sua Corte de Mulheres do Banquete), as cantoras Cellia Nascimento, Letícia Coura, as bacantes Patrícia Winceski, Ana Abott, o Olimpo todo, Zeus (com o ator cubano, o célebre astrólogo de São Paulo, Hector Othon) e Hera (Fabiana Serroni), Apolo (Márcio Teles), Hefaísto (Acauã Sol), Jesus Cristo, Fedro (Lucas Weglinski) – o primeiro grande criador da escrita na Grécia e rapaz muito belo amado e inspirador de Sócrates, o Muso dos Musos. Sócrates (Zé Celso) e AriscoDemo (Ageboh Cyrille), o ator africano de Camarões, discípulo fascinado de Sócrates a quem devemos a existência deste texto, pois ele foi contar tudo a Apolodorus que recontou por sua vez a Platão que o transformou em escrita. Pênia (Naomy Scholling) incorporará a penetra, a bicona, que vai fazer Maria Madalena Puta mendiga que vinda do Bairro do Bixiga, bate nas portas do Oficina para pedir esmola das sobras do banquete encontra Jesus dormindo e faz nele um filho, Eros, que nasce ao mesmo tempo que Afrodita. As entidades referidas no texto de Platão ganham vida no Banquete como se convidados pegassem os santos de Hesíodo, Homero, Aquiles, Pátroclo, Hektor, Alceste, Ésquilo etc… Agatão convidou tambem Orfeu, (Rodrigo Jubelini) com seu violão que fazia o dia nascer, o Ator Músico Adriano Salhab tocador de rabeca, guitarra, o Dytirambista Percurssionista que traz no nome sua divindade rítmica; Icto Ito Alves e o músico novaiorkino Brad tocando Clarinete, Flauta e Baixo Acústico. O DJ Gava. Os cybers Cassandra Melo, Jair Sanchez Molina, Renato Banti. Cida, a camareira. Cris Cortílio, Carila Matzenbacher, na direção de arte, Elisete Jeremias e Rafael Girardello na direção de cena.Tommy Pietra nos pluga no Site com o Mundo e talvez com a possibilidade de transmissão pela internet desta Noite de São João que sabemos será inesquecível.
Dia 24 foi escolhido por ser a noite mais longa do ano, o Natal na Terra no Hemisfério Sul. Por ser aniversário de dois irmãos meus: o arquiteto João Batista e o Artista da Arte Musical do teatro Brasileiro Luís Antonio Martinez Corrêa, e sobretudo por ser noite de São João, Xangô Menino, quando vai nascer o deus do amor, cantado em toda peça: Eros.
Um dia na ONU houve um fato histórico, sintoma desta Era em que já entramos quando, nos rituais fúnebres da morte do nosso deus da diplomacía, Sérgio Vieira de Mello, em que o então Ministro da Cultura Gilberto Gil, pediu a Kofi Anaan que cessassem os discursos e que ele fosse para o Tambor. Um momentio nada utópico, porque aconteceu, e revela que as conversações entre diferentes, sempre carregadas de ameaças, retaliações, punições, reveladoras do instinto de Morte, superando o da Vida, levando à Guerra, ao Extermínio da espécie e do meio Ambiente, não é uma condenação, um castigo da Humanidade.
Estamos mais que próximos vivendo a possibilidade da humanidade encontrar-se inspirada em Eros o deus do Amor. Os que votaram em Lula, em Obama, aceitando, desejando a mudança de Eras, as multidões do Iraque lutando para desfundamentalizar a vida, os índios do Peru reconquistando suas terras quase tomadas pelo presidente do Peru, os que fizeram os segredos do Senado virem à tona, o procurador Protógenes, já nestes dias praticam este “Banquete” que eu chamaria hoje de “O Banquete de Pratão” pela Era Antropofágica que testemunhamos neste 2009.
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